sábado, 8 de maio de 2010

Solitude

Diga-me que estou enganado
Pois aguardo por alguém
A me dizer... 



Acordei às quatro da manhã
Embarcado nessa minha solidão
São vagas as lembranças
De um curto sonho qualquer

Tenho tentado parar de pensar
Queria ser o observador dessa história
Mas não tenho como evitá-la
Se disponho desse mundo dentro de mim

Ninguém acordado ainda
Todos dormem em seu mundo
Onde ao acordar ele permanece
E enquanto sinto vontade de fugir

E quando me perco em mim
Meu Deus! Queria que fosse assim
Nada mais que viajar no silêncioso cosmo
Essa harmônia da qual deleito

Já estou pronto para ir
Ponderosamente a tristeza me abraça
Carinhosa já, companheira e acolhedora
Aquela que realmente me vê, mesmo quando não quero

Abro a janela do quarto
Olho pro céu tenebroso e melindre
Aguardo pávido, porém pacientemente
A minha partida ao sem fim.


2 comentários:

  1. Parabéns, Anderson! Você realmente soube como se expressar... Muito profundo!

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